Adeus a Vitor

Gosto de escrever motivada pelo amor, mas desta vez, escreverei motivada pela dor. 2015 tem sido um ano difícil para todo mundo, e eu não sou exceção. No começo do ano, perdi dois amigos que conheci durante o tratamento contra o câncer, Eloísa Shauffert e Palê Zuppani, com diferença de um mês. Ela com 47 anos e ele com 32. Depois foi Sthefan, irmão de minha Margit, de infarto fulminante, aos 53. E teve Roberto Bocchino, fotógrafo excepcional, paulista que vivia em Itajaí há anos e fazia uma dupla incrível com o filho Lallo na produtora Paigéia. E agora um de meus melhores amigos, Vitor Angelo Scippe, aos 47 anos, também de infarto fulminante.

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Em 2013, no SESC Pinheiros, assistindo ao show de Baby do Brasil

Nunca imaginei que fosse fazer um obituário, uma homenagem ao Vitor, muito menos fazer dele um assunto do blog, pois quem estava doente era eu. Ele fez parte de minha vida durante 17 anos, desde que moramos juntos em 1998, no inesquecível endereço da Rua Augusta, que apelidamos de prédia devido a grande quantidade de gays e simpatizantes, o doce edifício Maria Eulália. Vitor nunca saiu da Augusta, e qdo retornava a Sampa, às vezes eu dormia em seu apê, depois de um cineminha cabeça, pois além de jornalista, ele também tinha feito cinema e me ensinava muito sobre essa grande paixão em comum.

Vitor também era um ativista ferrenho dos direitos civis. Participava com gosto de passeatas pelo restabelecimento da lucidez neste pobre país, assolado de Cunhas, que só legislam em causa própria e em detrimento de mulheres, pobres, os mais frágeis. Tinha uma coluna no site Uol, o Blogay, que era tão amado qto odiado por quem não suporta a diversidade e se fia em textos fundamentalistas para justificarem a falta de tolerância. Seu sorriso largo e argumentos baseados em muita leitura, amizades, viagens, vivências destruía os homofóbicos e preconceituosos de toda estirpe. Era o nosso baluarte por um Brasil mais digno e igualitário.

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Em outubro, na Avenida Paulista

Foi entrevistado pelo Jô Soares e pelo Abujamra quando lançou o “Aurélia”, em meados dos anos 2000, um dicionário com verbetes do mundo gay, inspirado no falar iorubá e referência pop. Também trabalhou muitos anos na MTV e mais recentemente, no site Vírgula.

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Repercutindo o lançamento de “Aurélia” na mídia

Neste exato momento, seu corpo está sendo sepultado no Cemitério do Araçá, na Consolação, por onde tantas vezes passamos, admirando as esculturas góticas. Ontem, ao meio-dia, seu coração parou, danado, castigado pela pressão alta e complicações pulmonares, deixando-nos a todos os seus amigos e admiradores órfãos, desolados.

Na última vez em que fui a Sampa, em setembro, não conseguimos nos ver. Eu estava no cinema assistindo “Adeus à linguagem”, indicado por ele, e ele estava vindo de Santos, onde estava ajeitando as coisas de seu pai que se fora, aos 84 anos. Passei mal durante a exibição e perdi o nosso café. Que pegadinha do destino! Ele ainda me disse pelo what “volta logo!”. Mas não deu tempo. Ele foi fazer cia ao pai, tão cedo, com tanta luta por lutar, tantos sorrisos a despertar e fazer a vida de quem convivia com ele mais leve e feliz.

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Com seu pai, falecido em agosto

O nó na garganta ainda vai demorar a passar. A vida continua, mas será mais chata, sem dúvida. Amigo, pq te foste tão cedo? Que buraco deixaste em mim! Agora, só nos resta relembrar nossos doces momentos e te guardar para sempre na memória e no coração.

1968-2015

Fausta de cara nova!

Oi gente! Aproveitando que fiz mais uma primavera, encomendei com um artista porreta, manezinho da ilha da gema (apelido de quem nasce em Floripa), para dar uma reformulada no lay-out do blog. O Victor Vic faz as ilustrações dos livrinhos infantis para adultos da amada Regina Carvalho, que recentemente fez uma senhora festa de aniversário, outra leonina arretada! Foi lá que conheci o Vic. Eu não podia perder essa chance, né? regina11939197_884568364968600_1943866036_o

Dupla do barulho made in Floripa!

O Vic é ilustrador e quadrinista profissional e a sua especialidade é o desenho digital, com cores vibrantes. Suas influências vem da cultura pop, como games, filmes e HQ. “O que me apaixona na arte é poder mostrar cores e formas de um mundo pessoal”, me disse o sabichão. Por isso, ele será um colaborador inestimável para as novas aventuras e desventuras da Fausta. Até a próxima!

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Ocupe a cidade!

Oi meu povo adorado, como vão? Hoje eu abro nosso papo com uma seleção de fotos da Lua Azul, a tão famosa segunda lunação do mês, tema do post passado, que acontece a cada 2 anos e 7 meses. Da minha janela, já era um espetáculo de tirar o fôlego, imagine da mágica Lagoa da Conceição, em Florianópolis! Não consegui fazer aquele zoom impressionante, pois havia muita luz no mirante, mas a paisagem… ô lugar abençoado!  DSCN1781DSCN1786DSCN1809

Como podem ver, azul é apenas um apelido, pois a Lua nasce quase vermelha e aos, poucos, fica laranja até chegar ao amarelo e o branco. Deslumbrante!

E aproveitando que eu estava em Floripa, sai com minha câmera a disparar flashes pela Ilha da Magia afora. É beleza demais num lugar só, gente! No domingo, andei de barco pela Costa, após almoçar no Canto da Lagoa na companhia de gaivotas e garças. DSCN1995DSCN2081

Barquinha que leva a galera para conhecer a incrível Costa da Lagoa

No sábado, fui curar minha ressaca de banho de lua na Avenida Beira Mar Norte, conhecida pelos prédios e o calçadão, onde o povo caminha e se exercita. O que pouca gente sabe, é que tem um pedacinho de terra chamado Ponta do Coral, que desde os anos 80 acende debates inflamados sobre a sua destinação. DSCN1848DSCN1844DSCN1853

“Um pedacinho de terra perdido no mar, um pedacinho de terra, beleza sem par!” – poeta Zininho

E, por coincidência, naquele primeiro dia de agosto estava acontecendo um evento promovido por um grupo empenhado em chamar a atenção sobre a necessidade de transformar o local num parque, onde todos tenham acesso, e não para a construção de mais um espigão, que a Beira Mar já está cheia. O movimento não é novo, mas a cada geração, se revitaliza. No blog http://parqueculturaldas3pontas.wordpress.com há mais informações sobre a luta por ampliar e preservar as áreas verdes de Floripa, que nas últimas décadas se tornou a bola da vez da especulação imobiliária. DSCN1862DSCN1864DSCN1882

A jornalista Adriane Canan é uma das voluntárias que abraçou a causa

Naquele sábado ensolarado, os bravos integrantes dessa tropa do bem estavam doando o seu tempo e declarando seu amor à cidade, promovendo um evento que mais parecia uma festa no interior, com cachorro quente, pipoca e bandeirinhas. Teve cantoria para grandes e pequenos, atividades lúdicas, gincana, e muita gente compareceu com a família, os filhos, os amigos, a namorada, o mascote, mostrando que existe uma demanda real pelo aproveitamento público daquele espaço. E contou ainda com um pôr-do-sol que, meus amigos, foi arrebatador! DSCN1868DSCN1880DSCN1888DSCN1903DSCN1954

A Ponta do Coral tem um dos crepúsculos mais deslumbrantes de Floripa

O auê me lembrou de outro movimento que acompanhei em Sampa, em 2013, pela criação do Parque da Rua Augusta. A galera fez muito piquenique por lá, curtiu, dançou e causou um furdunço para sensibilizar a prefeitura. Afinal, será que a metrópole precisa de mais prédios? Até o minhocão, que se tornou exemplo de como uma obra mal planejada pode deteriorar uma cidade, foi transformada em área de lazer aos finais de semana. parque augustaocupa augusta

Os descolados fizeram a diferença na ocupação do Parque da Augusta

Que bom que existe uma parcela da população que olha além do próprio seu umbigo e se preocupa com o bem estar coletivo, com a cidade que deixaremos as próximas gerações. Que exerce a cidadania e ocupa espaços ociosos com atividades de lazer, tão importantes para manter a sanidade de qualquer povo. capa3

Minhocão já não é uma vergonha para a cidade nos finais de semana

Não dá para esquecer que a palavra de ordem para ocupar a cidade foi criada em 2011, em Nova Iorque, qdo rolou aquela crise braba nos EUA por causa da bolha imobiliária e a queda na bolsa de valores, e os jovens fizeram o impensável: acamparam por meses em Wall Street, mostrando o seu desagravo. Eles mostraram que eram os 99%, ou seja, “o resto da população”, que não era rica. O movimento se alastrou por outras cidades, como Boston e Chicago, chamando a atenção para a desigualdade social na Terra do Tio Sam. Afinal, o que deveria reger as ações políticas? O socorro aos bancos ou às pessoas? nyOccupy-Wall-Street-007

Quem disse que nos EUA não existe desigualdade social?

E com todos estes escândalos que estão sendo revelados país afora, deixo outra pergunta para meus queridos leitores: o que você está fazendo para melhorar a vida de sua cidade? Você já pensou em ser voluntário de um movimento social? Dizem que toda crise gera oportunidades para nos tornarmos pessoas melhores. Não perderemos a nossa, pois!

Luna Caliente*

Olá, meus amigos e amigas desse mundão de meu Deus. Vocês viram que espetáculo aconteceu lá fora, exatamente às 18h do dia 1° de julho? Um show de encher os olhos que rola todo mês, de graça? Sim, a Lua Cheia, que já serviu de inspiração a tantos artistas está entre nós novamente, seja muito bem vinda, sister! Eu já falei que eu só consigo escrever inspirada, né? Pois essa paisagem na janela, capturada por uma câmera semiprofissional, me deixou chocada. Como pode? Tão bela? 11665598_1143682078979115_7674812205970264224_n 11705210_1143682945645695_3892068316741353717_n 11693821_1143683148979008_21137166388597591_n E vejam como este mês é afortunado: julho não terá uma, mas duas Luas Cheias no currículo, em 2015. Isso acontece pq a Lua tem um ciclo de 29 dias e meio, então no último dia deste mês, teremos bis. E pq um mês terá essa honra de receber a Lua duas vezes? Porque, na verdade, o calendário deveria ter 13 meses de 28 dias, pois são 13 Luas Cheias por ano, medida de tempo usada pelos povos celtas. Quem mudou isso, pra variar, foi a igreja católica, mais precisamente, Papa Gregório 13 (tudo é 13!), em 1582. Os celtas habitavam a Europa cerca de 2 mil anos a.C.celticircle Os meses do calendário celta tinham nome de árvores

Antes rolava o calendário Juliano, por causa do Imperador Julio Cesar, mas era problemático pq ficava sobrando 10 dias. Agora, só sobra um (compensado no ano bissexto). Mas o tal calendário gregoriano não pegou de cara. Quem primeiro aderiu foi Portugal, Espanha, Itália e Polônia. E muitos países só o adotaram no século 20, como China, Rússia e Turquia. Aliás, pelo calendário budista, estamos no dia 2559, contados a partir do momento em que Buda atingiu o nirvana. O Ano-Novo tibetano cai em 19 de fevereiro e os meses duram 30 ou 29 dias. E esse papo todo começou por causa da Lua Cheia na janela! (emoticons de suspiros) 11111794_1143683385645651_6185111254374102840_n E mesmo que ela seja linda, vista de qualquer lugar, em alguns, é muito especial. É o caso da Lagoa da Conceição, em Floripa/SC. Quando ela surge gorducha e sobe prateando a lagoa, é material para Cruz e Souza escrever vários sonetos. Para quem não sabe, o maior poeta simbolista brasileiro é de Florianópolis e era negro.

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Museu Histórico que leva o seu nome, no centro de Florianópolis

lagoa clovinho Foto: Clóvis Medeiros

A segunda lunação do mês foi batizada de “Lua Azul”, nome que remete à canção “Blue Moon”, eternizada pela diva do blues e do jazz, Billie Holliday. Que trilha sonora!  billie-holiday-lady-sings-the-blues-best-of-lp

Billie reinou entre os anos 30 e 50, nos nightclubs enfumaçados de Nova Iorque

No Brasil, quem ficou famosa pela Lua foi Celly Campello. “Banho de Lua” entrou na trilha sonora de uma telenovela icônica, “Estúpido Cupido” (1977), que resgatava os rebeldes anos 60, com suas motocas barulhentas e jaquetas de couro. Eu amava! 1960 - Banho de lua disco - Celly Campello globo__Ney Latorraca Cedoc__gallefull Ney Latorraca vivia um bad boy em “Estúpido Cupido”(1977)

Então, gente boa, é torcer para o tempo estar limpo e admirar novamente este espetáculo deslumbrante, que nos enche a alma. É a prova cabal de que as melhores coisas da vida não custam um tostão! Mas, para contemplar essa beleza toda, precisamos nos desconectar e olhar a paisagem. Nos tempos atuais, simplesmente gozar a vida virou um luxo, pois estamos muito ocupados nos informando sobre tudo, ao mesmo tempo agora. O velho sistema, de fazer uma coisa de cada vez, também tem o seu valor. Experimenta! 11665725_1143683315645658_6674381557582763749_n 11218215_1143683498978973_6432178737986357485_n 11695008_1143683275645662_222033717251203871_n 11693830_1143684215645568_3451336839711219540_n 1476230_1143684382312218_6530776493948235602_n * Novela do escritor argentino Mempo Giardinelli.

100 anos não são 100 dias – o centenário do jornal O Estado

Olá, meu povo, como vai? Ainda lembram da Fausta? Andei bem sumida, né, gente? Mas é que escrever, pra mim, é um ato de amor, e eu preciso de inspiração, senão não sai aquela lindeza toda. E este ano o clima estava tão pesado que fiquei meio assim em escrever sobre coisas amenas. Mas, eis que, finalmente, a musa inspiradora resolveu se mostrar em todo o seu esplendor, e me mostrou que é possível, apesar de tanto ódio e sofrimento no mundo, gozar a vida, pois quem tem amigos, tem tudo!

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Osmar Schlindwein discursando no Baile de 100 anos de O Estado, ao lado de Lena Obst

Quando fiz a matéria sobre os cervejeiros e a união em torno de um objetivo comum, perguntei a Lena Obst, jornalista de Florianópolis, que estava na comissão de frente do reencontro do jornal O Estado, quando poderia mostrar a beleza do trabalho dos manezinhos. Marcamos e desmarcamos algumas vezes e nada da matéria rolar. Aí, no final de semana passado, a mágica aconteceu: numa festa de deixar a ilha de caras no chinelo, mais de 200 colegas que trabalharam no jornal, que foi criado em 1915 e fechado em 2008, celebraram a amizade, o respeito e o bem querer, coisa linda de se ver! reencontro jornal o estado (11)reencontro jornal o estado (10)reencontro jornal o estado

Pessoal se esbaldando no festão que rolou na FIESC, em Florianópolis

E o mais bacana é que muitos nem trabalharam na mesma época, e viram ali uma forma de se conhecerem e estreitar laços. Havia desde os veteranos, que labutavam na empresa desde os anos 60, até quem viveu o ocaso da redação, que foi destruída sem dó nem piedade, nos anos 2000. Um acervo inestimável jogado no lixo. Como bem lembraram Ozias Deodato e Cesar Valente, em 2009, neste link:

Blog De Olho na Capital

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Uma das coberturas marcantes foi durante a enchente de 1983, no Vale do Itajaí

Mas vocês acham que os guerreiros que participaram desta saga iriam abandonar, assim, a luta? Que nada! Através do Facebook, o grupo se reencontrou em 2011, e desde então, fizeram vários eventos para não deixar a chama se apagar. E para o baile histórico deste 30 de maio, fizeram dois resgates fabulosos: um livro lindo com 100 das capas mais significativas do jornal (uma baita retrospectiva do século 20), e outro com depoimentos de quem trampou lá. Esses jornalistas não desistem nunca!  reencontro jornal o estado (5)

Foram estes mesmos seres fascinantes que prestigiaram o terceiro lançamento do livro “Alfredo Pescador”, no dia 24 de abril, no Centro Cultural Bento Silvério, na Lagoa da Conceição, em Floripa. Uma espécie de prévia para o dia D, que comprovou que, se tem outra coisa que jornalista faz bem, além de brigar pelos direitos do povão, é fazer festa!  lançamento livro floripa (4)lançamento livro floripa (2)lançamento livro floripa (3)

Fotos: Hermínio Nunes

E isso tudo acontecendo num momento muito simbólico, em plena crise do jornalismo impresso, provocada pelas mudanças na forma como as pessoas se informam, migrando do suporte físico para o digital; aliás, o mesmo caminho que a Fausta trilhou. Em 2012, pode não ter rolado o fim do mundo preconizado pelos Maias, mais muitas profissões estão na berlinda por causa da evolução tecnológica. No caso do jornalismo, rolaram muitas demissões nos últimos anos, muitos cadernos de jornais e revistas fecharam, simplesmente porque não se lê mais como outrora. Até as bancas de revistas estão ficando raras.

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Mas o trem da História não para (às vezes, até anda para trás), e apesar das mudanças, uma coisa é certa: o jornalismo, como ferramenta para garantir a democracia e como serviço de utilidade pública, não pode desaparecer, até porque nem tudo que sai na internet dá para acreditar, pois não há um trabalho de investigação, apuração, checagem, apenas se solta um boato que viraliza e todo mundo cai igual patinho. Ótimo para aumentar a ignorância e o emburrecimento progressivo da população, soterrada pela informação vazia e fugaz. E ninguém ganha com isso, certo?!  reencontro jornal o estado (2)

Um dos cartazes bizarros que “enfeitaram” (ou enfeiaram) a passeata na Avenida Paulista, em março

Um exemplo da importância da função jornalística está no documentário “Citzenfour” (que ganhou o último Oscar), em que revela o furo de reportagem do jornalista inglês, radicado no Brasil, Glenn Greenwald, procurado por Edward Snowden para revelar um esquema de espionagem mundial do governo dos EUA em cima de pessoas comuns. E colocando em cheque um tema mais que atual, em tempos de narcisismo ostensivo nas redes sociais: a privacidade. reencontro jornal o estado (7)

Glenn Greenwald entrevista, pela primeira vez, Edward Swoden, em Hong Kong

Enfim, I’m back! Dançando muito para afastar a urucubaca e combater o ódio com muito amor a vida! Até a próxima aventura!

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2014 passou voando!

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 8.800 vezes em Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 3 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

Bodas de algodão!

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Olá meus queridos espalhados pelo globo, como têm passado? Parece que foi ontem que, às vésperas da profecia do fim do mundo Maia (21/12/2012), eu encarei a missão de transpor a coluna assinada pela personagem do jornal Diarinho, de Itajaí (SC), para o mundo virtual. Tudo para aumentar a abrangência da tarefa gloriosa de promover uma vida mais sã e consequente. E como valeu a pena!

No primeiro ano do blog, tive a grata experiência de viver em Sampa, mostrando que nem só de engarrafamento, poluição e asfalto é feito a selva de pedra. Lá, fui recebida com muito amor por gente batuta, conheci trabalhos antenados com a realidade que vivemos, de escassez de recursos naturais, presenciei as manifestações pelo restabelecimento da ética no processo político e botei fé na humanidade, afinal, somos nós que fazemos o lugar onde moramos, por mais que a paisagem seja árida.

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Neste segundo ano, voltei às origens, encerrando a produção de posts com o lançamento do livro de crônicas de meu pai, Alfredo José Rosa, que nos deixou em 2009. Era um projeto acalentado há anos, e que prometi a mim mesma não deixar mais pra depois. Todo o processo consumiu bastante energia, mas me senti muito realizada. Primeiro ao constatar o poder realizador da vontade e da solidariedade. Segundo por compartilhar com muito mais gente as memórias fantásticas de meu pai sobre a atividade pesqueira, e receber tanto retorno positivo dos leitores. Talvez no ano que vem role um novo livro, mas vou deixar vcs no suspense…

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Espero que em 2015, continuemos nossa parceria neste mundão virtual, e garanto que posts sobre qualidade de vida não vão faltar. Nem projetos que evidenciem a diversidade da identidade cultural humana, com todas as suas nuances e deliciosas particularidades. Espero que todos corram atrás de seus sonhos, e se a jornada for difícil, não desistam. A persistência é a chave para alcançar nossas metas!

Feliz Natal e um incrível Ano-Novo para todos!