Luna Caliente*

Olá, meus amigos e amigas desse mundão de meu Deus. Vocês viram que espetáculo aconteceu lá fora, exatamente às 18h do dia 1° de julho? Um show de encher os olhos que rola todo mês, de graça? Sim, a Lua Cheia, que já serviu de inspiração a tantos artistas está entre nós novamente, seja muito bem vinda, sister! Eu já falei que eu só consigo escrever inspirada, né? Pois essa paisagem na janela, capturada por uma câmera semiprofissional me deixou chocada. Como pode? Tão bela?
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E vejam como este mês é afortunado: julho não terá uma, mas duas Luas Cheias no currículo em 2015. Isso acontece pq a Lua tem um ciclo de 29 dias e meio, então no último dia deste mês, teremos bis. E pq um mês terá essa honra de receber a Lua duas vezes? Porque, na verdade, o calendário deveria ter 13 meses de 28 dias, pois são 13 Luas Cheias por ano, medida de tempo usada pelos povos celtas. Quem mudou isso, pra variar, foi a igreja católica, mais precisamente, Papa Gregório 13 (tudo é 13!), em 1582.

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Os meses do calendário celta tinham nome de árvores

Antes rolava o calendário Juliano, por causa do Imperador Julio Cesar, mas era problemático pq ficava sobrando 10 dias. Agora só sobra um. Mas o tal calendário gregoriano não pegou de cara. Quem primeiro aderiu foi Portugal, Espanha, Itália e Polônia. E muitos países só o adotaram no século 20, como China, Rússia e Turquia. Aliás, pelo calendário budista, estamos no dia 2559, contados a partir do momento em que Buda atingiu o nirvana. O Ano-Novo tibetano cai em 19 de fevereiro e os meses duram 30 ou 29 dias. E esse papo todo começou por causa da Lua Cheia na janela! (emoticons de suspiros)

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E mesmo que ela seja linda vista de qualquer lugar, em alguns, é muito especial. É o caso da Lagoa da Conceição, em Floripa. Quando ela surge gorducha e sobe prateando a lagoa, é material para Cruz e Souza escrever vários sonetos. Para quem não sabe, o maior poeta simbolista brasileiro é de Florianópolis e era negro.

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Foto: Clóvis Medeiros

A segunda lunação do mês foi batizada pelos astrólogos de “Lua Azul”, nome que remete à canção “Blue Moon”, eternizada pela diva do blues e do jazz, Billie Holliday. Que bela trilha sonora!

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Billie reinou entre os anos 30 e 50, nos nightclubs enfumaçados de Nova Iorque

No Brasil, quem ficou famosa pela Lua foi Celly Campello. “Banho de Lua” entrou na trilha sonora de uma telenovela icônica, “Estúpido Cupido” (1977), que resgatava os rebeldes anos 60 com suas motocas barulhentas e jaquetas de couro. Eu amava!

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Ney Latorraca vivia um bad boy em “Estúpido Cupido”

Então, gente boa, é torcer para o tempo estar limpo e admirar novamente este espetáculo deslumbrante, que nos enche a alma. É a prova cabal de que as melhores coisas da vida não custam um tostão! Mas para contemplar toda essa beleza toda, precisamos nos desconectar e olhar a paisagem na janela. Nos tempos atuais, simplesmente gozar a vida virou um luxo, pois estamos muito ocupados nos informando sobre tudo ao mesmo tempo agora. O velho sistema, de fazer uma coisa de cada vez, também tem o seu valor. Experimenta!

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* Novela do escritor argentino Mempo Giardinelli.

100 anos não são 100 dias – o centenário do jornal O Estado

Olá, meu povo, como vai? Ainda lembram da Fausta? Andei bem sumida, né, gente? Mas é que escrever, pra mim, é um ato de amor, e eu preciso de inspiração, senão não sai aquela lindeza toda. E este ano o clima estava tão pesado que fiquei meio assim em escrever sobre coisas amenas. Mas, eis que, finalmente, a musa inspiradora resolveu se mostrar em todo o seu esplendor, e me mostrou que é possível, apesar de tanto ódio e sofrimento no mundo, gozar a vida, pois quem tem amigos, tem tudo!

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Osmar Schlindwein discursando no Baile de 100 anos de O Estado, ao lado de Lena Obst

Quando fiz a matéria sobre os cervejeiros e a união em torno de um objetivo comum, perguntei a Lena Obst, jornalista de Florianópolis, que estava na comissão de frente do reencontro do jornal O Estado, quando poderia mostrar a beleza do trabalho dos manezinhos. Marcamos e desmarcamos algumas vezes e nada da matéria rolar. Aí, no final de semana passado, a mágica aconteceu: numa festa de deixar a ilha de caras no chinelo, mais de 200 colegas que trabalharam no jornal, que foi criado em 1915 e fechado em 2008, celebraram a amizade, o respeito e o bem querer, coisa linda de se ver! reencontro jornal o estado (11)reencontro jornal o estado (10)reencontro jornal o estado

Pessoal se esbaldando no festão que rolou na FIESC, em Florianópolis

E o mais bacana é que muitos nem trabalharam na mesma época, e viram ali uma forma de se conhecerem e estreitar laços. Havia desde os veteranos, que labutavam na empresa desde os anos 60, até quem viveu o ocaso da redação, que foi destruída sem dó nem piedade, nos anos 2000. Um acervo inestimável jogado no lixo. Como bem lembraram Ozias Deodato e Cesar Valente, em 2009, neste link:

Blog De Olho na Capital

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Uma das coberturas marcantes foi durante a enchente de 1983, no Vale do Itajaí

Mas vocês acham que os guerreiros que participaram desta saga iriam abandonar, assim, a luta? Que nada! Através do Facebook, o grupo se reencontrou em 2011, e desde então, fizeram vários eventos para não deixar a chama se apagar. E para o baile histórico deste 30 de maio, fizeram dois resgates fabulosos: um livro lindo com 100 das capas mais significativas do jornal (uma baita retrospectiva do século 20), e outro com depoimentos de quem trampou lá. Esses jornalistas não desistem nunca!  reencontro jornal o estado (5)

Foram estes mesmos seres fascinantes que prestigiaram o terceiro lançamento do livro “Alfredo Pescador”, no dia 24 de abril, no Centro Cultural Bento Silvério, na Lagoa da Conceição, em Floripa. Uma espécie de prévia para o dia D, que comprovou que, se tem outra coisa que jornalista faz bem, além de brigar pelos direitos do povão, é fazer festa!  lançamento livro floripa (4)lançamento livro floripa (2)lançamento livro floripa (3)

Fotos: Hermínio Nunes

E isso tudo acontecendo num momento muito simbólico, em plena crise do jornalismo impresso, provocada pelas mudanças na forma como as pessoas se informam, migrando do suporte físico para o digital; aliás, o mesmo caminho que a Fausta trilhou. Em 2012, pode não ter rolado o fim do mundo preconizado pelos Maias, mais muitas profissões estão na berlinda por causa da evolução tecnológica. No caso do jornalismo, rolaram muitas demissões nos últimos anos, muitos cadernos de jornais e revistas fecharam, simplesmente porque não se lê mais como outrora. Até as bancas de revistas estão ficando raras.

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Mas o trem da História não para (às vezes, até anda para trás), e apesar das mudanças, uma coisa é certa: o jornalismo, como ferramenta para garantir a democracia e como serviço de utilidade pública, não pode desaparecer, até porque nem tudo que sai na internet dá para acreditar, pois não há um trabalho de investigação, apuração, checagem, apenas se solta um boato que viraliza e todo mundo cai igual patinho. Ótimo para aumentar a ignorância e o emburrecimento progressivo da população, soterrada pela informação vazia e fugaz. E ninguém ganha com isso, certo?!  reencontro jornal o estado (2)

Um dos cartazes bizarros que “enfeitaram” (ou enfeiaram) a passeata na Avenida Paulista, em março

Um exemplo da importância da função jornalística está no documentário “Citzenfour” (que ganhou o último Oscar), em que revela o furo de reportagem do jornalista inglês, radicado no Brasil, Glenn Greenwald, procurado por Edward Snowden para revelar um esquema de espionagem mundial do governo dos EUA em cima de pessoas comuns. E colocando em cheque um tema mais que atual, em tempos de narcisismo ostensivo nas redes sociais: a privacidade. reencontro jornal o estado (7)

Glenn Greenwald entrevista, pela primeira vez, Edward Swoden, em Hong Kong

Enfim, I’m back! Dançando muito para afastar a urucubaca e combater o ódio com muito amor a vida! Até a próxima aventura!

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2014 passou voando!

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 8.800 vezes em Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 3 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

Bodas de algodão!

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Olá meus queridos espalhados pelo globo, como têm passado? Parece que foi ontem que, às vésperas da profecia do fim do mundo Maia (21/12/2012), eu encarei a missão de transpor a coluna assinada pela personagem do jornal Diarinho, de Itajaí (SC), para o mundo virtual. Tudo para aumentar a abrangência da tarefa gloriosa de promover uma vida mais sã e consequente. E como valeu a pena!

No primeiro ano do blog, tive a grata experiência de viver em Sampa, mostrando que nem só de engarrafamento, poluição e asfalto é feito a selva de pedra. Lá, fui recebida com muito amor por gente batuta, conheci trabalhos antenados com a realidade que vivemos, de escassez de recursos naturais, presenciei as manifestações pelo restabelecimento da ética no processo político e botei fé na humanidade, afinal, somos nós que fazemos o lugar onde moramos, por mais que a paisagem seja árida.

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Neste segundo ano, voltei às origens, encerrando a produção de posts com o lançamento do livro de crônicas de meu pai, Alfredo José Rosa, que nos deixou em 2009. Era um projeto acalentado há anos, e que prometi a mim mesma não deixar mais pra depois. Todo o processo consumiu bastante energia, mas me senti muito realizada. Primeiro ao constatar o poder realizador da vontade e da solidariedade. Segundo por compartilhar com muito mais gente as memórias fantásticas de meu pai sobre a atividade pesqueira, e receber tanto retorno positivo dos leitores. Talvez no ano que vem role um novo livro, mas vou deixar vcs no suspense…

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Espero que em 2015, continuemos nossa parceria neste mundão virtual, e garanto que posts sobre qualidade de vida não vão faltar. Nem projetos que evidenciem a diversidade da identidade cultural humana, com todas as suas nuances e deliciosas particularidades. Espero que todos corram atrás de seus sonhos, e se a jornada for difícil, não desistam. A persistência é a chave para alcançar nossas metas!

Feliz Natal e um incrível Ano-Novo para todos!

Volta às origens

Olá galera arretada desse mundão virtual, blz pura? Eu estou numa correria insana para deixar tudo pronto para o lançamento do livro “Alfredo Pescador”, que reúne crônicas escritas por meu pai, Alfredo José Rosa, publicadas originalmente na Revista da Pesca & Navegação. A revista foi editada pelo jornal DIARINHO, de Itajaí (SC), entre os anos de 2005 e 2006, e o material estava ardendo em minhas mãos há um bom tempo, pedindo para ser revelado ao público. Agora, cinco anos depois de sua morte, suas memórias ganham capa, posteridade e uma nova geração de leitores. Quer mais? Vem comigo! capa_alfredo

Capa do livro que está no prelo!

O lançamento vai ser no próximo dia 22 de novembro, num local super simbólico: o salão paroquial da Capela de São João Batista, palco de uma série de eventos em sua vida: casamento, batizados, casamento do filho, festas de São João, São Sebastião, Carnaval, a vida girava em torno da capela com mais de 250 anos de história e colonização lusitana. O regabofe começa às 20h30, onde estarei assinando os livros, editados pela itajaiense Ipê Amarelo, com prefácio do escritor Cláudio Bersi, seu amigo de infância. igreja2

Capela de São João Batista, em Armação do Itapocoroy – Penha (SC), de 1759

O livro relata causos dos tempos em que seu Alfredo começou na lida da pesca, no começo dos anos 50, até fins dos 70, quando foi promovido a gerente de frota numa empresa de São Paulo, a Confrio. Uma época em que, nem em sonho, o pessoal do pequeno município de Penha sonharia em abrigar o maior parque da América Latina, duas décadas depois: o Beto Carrero World, dando início a uma novo ciclo econômico baseado no turismo.

salga Seu Alfredo observa os trabalhos na salga de camarão, nos anos 60

beto carrero 2Vista aérea do Parque Beto Carrero World, no bairro de Gravatá, em Penha (SC)

Mais uma vez, como no Grito Rock, contei com a colaboração de amigos, empresários e familiares para concretizar este sonho e convido quem estiver na região para celebrarmos, juntos, esta noite tão especial. E seu Alfredo, por coincidência, estará ali pertinho, junto com tanta gente querida que se foi, admirando a força de nossa união.

Tudo é possível. Basta querer. Até lá!

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Seu Alfredo fazendo o que mais gostava…

Cerveja, uma paixão

Olá, gente boa deste Brasil ensolarado, tudo bem? Melhor agora que o inverno deu lugar a dias luminosos, com as árvores em flor e o clima mais ameno, não é mesmo? Pena que em nosso país continental, a chuva esteja tão mal distribuída este ano e o que pode ser uma benção no sul, é um aperreio no Nordeste brasileiro e até na antiga terra da garoa. Mas, apesar dos apesares, não podemos deixar a peteca cair, afinal, nosso compromisso nesta vida é ser feliz!

E uma das coisas que nos deixa mais felizes é, sem dúvida, estar entre pessoas que comungam de valores e interesses semelhantes aos nossos. Conseguir um par romântico não está fácil, mas não é por isso que vamos nos isolar, pelo contrário. Graças as redes sociais, tem muita gente encontrando sua tribo e compartilhando bons momentos por causa de uma paixão em comum. Esta semana, por exemplo, criei uma comunidade de gateiros/as. O resultado: mais de 100 integrantes e 70 posts em cinco dias. É muito amor!

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Os irmãos Jimmy e Átila

Mas hoje vou falar de outro grupo que também se formou nas redes sociais: o de cervejeiros artesanais. Em Itajaí (SC), quem teve a idéia foi o engenheiro civil Rafael Rick, 32 anos, que já nos ensinou aqui a fazer a biomassa de banana verde com sua amada Elisa. Ele descobriu que fabricar cerveja em casa era um ótimo hobby em 2011, e sentiu a necessidade de buscar mais parceiros para trocar ideias há seis meses, quando criou uma comunidade no Facebook.

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Segundo encontro do grupo de cervejeiros de Itajaí (SC)

Hoje, são 70 integrantes entre aqueles que põem a mão na massa e os simpatizantes e curiosos como eu. Todo mês rola um encontro para fabricar cerveja e degustar o lote que foi feito no mês anterior, pois a cerveja leva um tempo para maturar.

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Pretinhas trincando…

O encontro deste mês foi na casa do advogado Cesar Cristiano Espíndola, 32 anos. Ele entrou para o grupo na semana passada e logo se ofereceu para aprender com o Rafa novos truques e receitas. Ele conta que começou a fabricar cerveja em Joinville, e com os irmãos no sítio da família, em Timbó. Para receber os convivas, serviu Weissbier (cerveja de trigo) e American Pale Ale (stout), uma cerveja escura e bem forte!

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Anfitrião conferindo a densidade da cerva no espectômetro

Os trabalhos começaram às 18h e foram até meia-noite. Rafa botou para aquecer a 66 graus 6,5 litros de água num panelão com 2,75 kg de malte, durante uma hora. Depois, elevou para 76 graus e começou a fase da filtragem, onde coloca mais 8,5 litros de água, mas bem aos pouquinhos, tem que ter paciência!

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Aí entra o lúpulo, que dá o aroma, ele optou por três tipos, que vão conferir a sua misturar tons terroso, floral e herbal. No final entra o fermento, e na hora de engarrafar, o prime, que é uma calda feita de água e açúcar para garantir o gás carbônico e a espuma, essencial para degustar a cerveja.

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Daqui três semanas fica pronta para o consumo esta delícia chamada Indian Pale Ale, que rendeu nove litros. O custo ficou em cerca de R$ 70,00 em ingredientes, que são importados e podem ser comprados em sites especializados. Em Joinville, podem ser comprados na Master Brau, e em Floripa, no Malte do Alemão. Já o equipamento, constituído de panelões, torneiras e mangueiras, compra-se em loja de utensílios domésticos.

“Ah e não pode esquecer de sanitizar as garrafas com um produto chamado PAC 200, senão pode contaminar o produto”. Quem fez o alerta foi Ademar Rocha, 37 anos, que fabrica cerveja em casa há quatro anos e conheceu o Rafa através do grupo no Facebook. Ele conta que hoje, em Santa Catarina, o maior grupo de cervejeiros está em Floripa, mas em Blumenau, Joinville e Bombinhas também tem uma galera boa. DSCN9095

Ademar (à direita) faz cerveja há quatro anos e está no grupo de Itajaí há seis meses

Ademar já foi diretor regional da Acerva (Associação de Cervejeiros Artesanais de Santa Catarina) e este ano, sua Weissbier ficou entre as melhores do Concurso Sulbrasileiro, que rolou em Curitiba.  “Depois que passei a consumir a cerveja artesanal até minha pele melhorou. A cerveja tem vitaminas do complexo B e ajuda até quem tem problemas de ir ao banheiro”, avisa.

Ele possui em casa três panelões de 60 litros para fazer sua cerva e explica que existem 23 estilos e mais de 100 tipos. As mais conhecidas são a Pilsner (de onde vem a pilser, a mais consumida no Brasil) e American Lager (claras), a Stout e Porter (preta) e a Bock (vermelha).

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Mês que vem tem nove litros de  Indian Pale Ale para degustar!

A paixão pela cerveja levou o casal Rafa e Elisa a se aventurar pelas terras germânicas, onde fazer cerveja se tornou uma arte graças aos monges da Idade Média (os primeiros registros da bebida ancestral datam de mais de 5 mil anos no antigo Egito!). No roteiro do casal estavam Berlim, Dresden, Frankfurt e Munique, onde Rafa degustou a melhor Weissbier de sua vida! Os alemães se orgulham de manter intactas suas receitas, e existe até a Lei da Cerveja. E os cervejeiros artesanais apostam na diversidade de aromas e sabores deste hobby que mais parece uma alquimia.

Prosit!

Passa ou repassa?

Olá gente, como vão? Com saudade da Fausta? Este ano, vocês devem ter reparado que diminuiu a frequência das postagens, mas nunca meu amor por vocês, leitores queridos. É que além das reformas em casa, estou cuidando de minha mãe, que vira e mexe nos da um susto. Agora mesmo estou de acompanhante no hospital, na terceira internação em um ano. A vida é assim mesmo, tem épocas que as prioridades mudam, e a gente vai se ajustando, por isso agradeço a compreensão de todos e vamo que vamo! DSCN9120

Dona Ruth escapou de mais uma, ufa!

Vou aproveitar a tranquilidade hospitalar para atualizar o blog com mais uma experiência porreta que melhora nossa vida: a feira de trocas. Mês passado fui convidada para o evento “Tudo é Arte”, que combinou apresentações artísticas, artesanato, educação ambiental, yoga para crianças e um gostoso lanche, tudo no melhor espírito comunitário, como se eu tivesse voltado aos mágicos anos 60 e 70, quando sonhava-se com uma sociedade alternativa.

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Sítio reúne gente bacana e consciente

O encontro rolou no sítio da Márcia Morelli, uma artista que faz lindas almofadas de batik e mandalas e vende no bazar que funciona em sua casa, em Piçarras, no litoral norte de Santa Catarina. Ela sedia o evento que abre espaço para os artistas, estimula a convivência, a sustentabilidade e o bem viver consciente, como já faz o “Flor & Cidade” em Itajaí e o “Engenho do Zé”, em Floripa. Dia 16 de agosto, sábado, vai acontecer a segunda edição, se vc for aqui da área, vem que tem! Fica na rua Verde Mar, uma travessa da avenida principal.

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Márcia Morelli abriu a porteira para fazer a arte acontecer em Piçarras

Quem teve a idéia foi a bióloga e educadora ambiental Greice Schilipack. Ela pesquisou formas de estimular o consumo consciente e descobriu a feira de trocas, em que as amigas trazem o que não usam mais e trocam as peças entre si, economizando uns bons trocados. “Um amigo em comum me levou até a Marcinha e outras pessoas que compartilham dos mesmos ideias sustentáveis juntaram-se a nós, como a instrutora de yoga, Priscila Soar”, revelou. Em sua aula, Priscila trabalha a consciência corporal, força e flexibilidade dos pequenos, enquanto recriam elementos da natureza e aprendem valores, como respeito e afeto pelos colegas, animais e todo ser vivo, tudo de forma lúdica, do tipo aprender brincando.

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Priscila Soar promove a saúde e bons sentimentos nas crianças através da Yoga

A primeira edição também contou com a apresentação da Palhaça Carmela, a personagem da atriz Íris Fiorelli, que percorre o país em sua Kombi fazendo a alegria da criançada. Depois, foi a vez dos adultos se esbaldarem no show de músicos da área, de bandas como o Tarrafa Elétrica e Tribuzana, das cidades vizinhas Itajaí e Penha, que misturam influências regionais com toques de MPB, jazz, rock, blues. E tudo isso ao lado de uma fogueira, numa área rodeada de verde, sob um inspirador céu estrelado, tudo de bom!

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A sonzeira espantou o frio e a fogueira aqueceu os coraçõesDSCN8785DSCN8769

A Palhaça Carmela veio do Nordeste e sentiu pacas o frio catarinense!

Mas este não foi o meu primeiro troca-troca. Quem me apresentou a novidade foi a Gisele Losso, estrela de um dos primeiros posts do blog sobre a prática do bambolê, lembram? Gisele, mais conhecida como Meg, vive em Los Angeles e todo ano vem visitar a família em Floripa. No verão de 2012, nos reencontramos e ela, além de me converter ao bambolê, promoveu uma feira de trocas com as amigas, que me rendeu dois lindos vestidos!

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Comprar pra que? Enquanto tiver amigas de bom gosto, tô feita!

Meg contou que não gasta um centavo em roupas há anos, pois rola muita roupa boa nas feiras americanas. As peças que sobram são doadas, aumentando a vida útil e ajudando quem precisa. Olha que coisa simples e fantástica! Agora, Meg está passando por um baita aperreio nos EUA, por causa de um problema de saúde, e ficou cinco dias hospitalizada. Longe da família e da terra natal, foram os amigos fieis que fizeram a diferença, se revezando em seu leito e fazendo vaquinha para dar suporte enquanto ela se recupera, até poder voltar as suas atividades normais, como professora de português.

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Quem tem amigos tem tudo! Fique boa logo, garota! Namastê!