Cerveja, uma paixão

Olá, gente boa deste Brasil ensolarado, tudo bem? Melhor agora que o inverno deu lugar a dias luminosos, com as árvores em flor e o clima mais ameno, não é mesmo? Pena que em nosso país continental, a chuva esteja tão mal distribuída este ano e o que pode ser uma benção no sul, é um aperreio no Nordeste brasileiro e até na antiga terra da garoa. Mas, apesar dos apesares, não podemos deixar a peteca cair, afinal, nosso compromisso nesta vida é ser feliz!

E uma das coisas que nos deixa mais felizes é, sem dúvida, estar entre pessoas que comungam de valores e interesses semelhantes aos nossos. Conseguir um par romântico não está fácil, mas não é por isso que vamos nos isolar, pelo contrário. Graças as redes sociais, tem muita gente encontrando sua tribo e compartilhando bons momentos por causa de uma paixão em comum. Esta semana, por exemplo, criei uma comunidade de gateiros/as. O resultado: mais de 100 integrantes e 70 posts em cinco dias. É muito amor!

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Os irmãos Jimmy e Átila

Mas hoje vou falar de outro grupo que também se formou nas redes sociais: o de cervejeiros artesanais. Em Itajaí (SC), quem teve a idéia foi o engenheiro civil Rafael Rick, 32 anos, que já nos ensinou aqui a fazer a biomassa de banana verde com sua amada Elisa. Ele descobriu que fabricar cerveja em casa era um ótimo hobby em 2011, e sentiu a necessidade de buscar mais parceiros para trocar ideias há seis meses, quando criou uma comunidade no Facebook.

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Segundo encontro do grupo de cervejeiros de Itajaí (SC)

Hoje, são 70 integrantes entre aqueles que põem a mão na massa e os simpatizantes e curiosos como eu. Todo mês rola um encontro para fabricar cerveja e degustar o lote que foi feito no mês anterior, pois a cerveja leva um tempo para maturar.

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Pretinhas trincando…

O encontro deste mês foi na casa do advogado Cesar Cristiano Espíndola, 32 anos. Ele entrou para o grupo na semana passada e logo se ofereceu para aprender com o Rafa novos truques e receitas. Ele conta que começou a fabricar cerveja em Joinville, e com os irmãos no sítio da família, em Timbó. Para receber os convivas, serviu Weissbier (cerveja de trigo) e American Pale Ale (stout), uma cerveja escura e bem forte!

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Anfitrião conferindo a densidade da cerva no espectômetro

Os trabalhos começaram às 18h e foram até meia-noite. Rafa botou para aquecer a 66 graus 6,5 litros de água num panelão com 2,75 kg de malte, durante uma hora. Depois, elevou para 76 graus e começou a fase da filtragem, onde coloca mais 8,5 litros de água, mas bem aos pouquinhos, tem que ter paciência!

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Aí entra o lúpulo, que dá o aroma, ele optou por três tipos, que vão conferir a sua misturar tons terroso, floral e herbal. No final entra o fermento, e na hora de engarrafar, o prime, que é uma calda feita de água e açúcar para garantir o gás carbônico e a espuma, essencial para degustar a cerveja.

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Daqui três semanas fica pronta para o consumo esta delícia chamada Indian Pale Ale, que rendeu nove litros. O custo ficou em cerca de R$ 70,00 em ingredientes, que são importados e podem ser comprados em sites especializados. Em Joinville, podem ser comprados na Master Brau, e em Floripa, no Malte do Alemão. Já o equipamento, constituído de panelões, torneiras e mangueiras, compra-se em loja de utensílios domésticos.

“Ah e não pode esquecer de sanitizar as garrafas com um produto chamado PAC 200, senão pode contaminar o produto”. Quem fez o alerta foi Ademar Rocha, 37 anos, que fabrica cerveja em casa há quatro anos e conheceu o Rafa através do grupo no Facebook. Ele conta que hoje, em Santa Catarina, o maior grupo de cervejeiros está em Floripa, mas em Blumenau, Joinville e Bombinhas também tem uma galera boa. DSCN9095

Ademar (à direita) faz cerveja há quatro anos e está no grupo de Itajaí há seis meses

Ademar já foi diretor regional da Acerva (Associação de Cervejeiros Artesanais de Santa Catarina) e este ano, sua Weissbier ficou entre as melhores do Concurso Sulbrasileiro, que rolou em Curitiba.  “Depois que passei a consumir a cerveja artesanal até minha pele melhorou. A cerveja tem vitaminas do complexo B e ajuda até quem tem problemas de ir ao banheiro”, avisa.

Ele possui em casa três panelões de 60 litros para fazer sua cerva e explica que existem 23 estilos e mais de 100 tipos. As mais conhecidas são a Pilsner (de onde vem a pilser, a mais consumida no Brasil) e American Lager (claras), a Stout e Porter (preta) e a Bock (vermelha).

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Mês que vem tem nove litros de  Indian Pale Ale para degustar!

A paixão pela cerveja levou o casal Rafa e Elisa a se aventurar pelas terras germânicas, onde fazer cerveja se tornou uma arte graças aos monges da Idade Média (os primeiros registros da bebida ancestral datam de mais de 5 mil anos no antigo Egito!). No roteiro do casal estavam Berlim, Dresden, Frankfurt e Munique, onde Rafa degustou a melhor Weissbier de sua vida! Os alemães se orgulham de manter intactas suas receitas, e existe até a Lei da Cerveja. E os cervejeiros artesanais apostam na diversidade de aromas e sabores deste hobby que mais parece uma alquimia.

Prosit!

Passa ou repassa?

Olá gente, como vão? Com saudade da Fausta? Este ano, vocês devem ter reparado que diminuiu a frequência das postagens, mas nunca meu amor por vocês, leitores queridos. É que além das reformas em casa, estou cuidando de minha mãe, que vira e mexe nos da um susto. Agora mesmo estou de acompanhante no hospital, na terceira internação em um ano. A vida é assim mesmo, tem épocas que as prioridades mudam, e a gente vai se ajustando, por isso agradeço a compreensão de todos e vamo que vamo! DSCN9120

Dona Ruth escapou de mais uma, ufa!

Vou aproveitar a tranquilidade hospitalar para atualizar o blog com mais uma experiência porreta que melhora nossa vida: a feira de trocas. Mês passado fui convidada para o evento “Tudo é Arte”, que combinou apresentações artísticas, artesanato, educação ambiental, yoga para crianças e um gostoso lanche, tudo no melhor espírito comunitário, como se eu tivesse voltado aos mágicos anos 60 e 70, quando sonhava-se com uma sociedade alternativa.

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Sítio reúne gente bacana e consciente

O encontro rolou no sítio da Márcia Morelli, uma artista que faz lindas almofadas de batik e mandalas e vende no bazar que funciona em sua casa, em Piçarras, no litoral norte de Santa Catarina. Ela sedia o evento que abre espaço para os artistas, estimula a convivência, a sustentabilidade e o bem viver consciente, como já faz o “Flor & Cidade” em Itajaí e o “Engenho do Zé”, em Floripa. Dia 16 de agosto, sábado, vai acontecer a segunda edição, se vc for aqui da área, vem que tem! Fica na rua Verde Mar, uma travessa da avenida principal.

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Márcia Morelli abriu a porteira para fazer a arte acontecer em Piçarras

Quem teve a idéia foi a bióloga e educadora ambiental Greice Schilipack. Ela pesquisou formas de estimular o consumo consciente e descobriu a feira de trocas, em que as amigas trazem o que não usam mais e trocam as peças entre si, economizando uns bons trocados. “Um amigo em comum me levou até a Marcinha e outras pessoas que compartilham dos mesmos ideias sustentáveis juntaram-se a nós, como a instrutora de yoga, Priscila Soar”, revelou. Em sua aula, Priscila trabalha a consciência corporal, força e flexibilidade dos pequenos, enquanto recriam elementos da natureza e aprendem valores, como respeito e afeto pelos colegas, animais e todo ser vivo, tudo de forma lúdica, do tipo aprender brincando.

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Priscila Soar promove a saúde e bons sentimentos nas crianças através da Yoga

A primeira edição também contou com a apresentação da Palhaça Carmela, a personagem da atriz Íris Fiorelli, que percorre o país em sua Kombi fazendo a alegria da criançada. Depois, foi a vez dos adultos se esbaldarem no show de músicos da área, de bandas como o Tarrafa Elétrica e Tribuzana, das cidades vizinhas Itajaí e Penha, que misturam influências regionais com toques de MPB, jazz, rock, blues. E tudo isso ao lado de uma fogueira, numa área rodeada de verde, sob um inspirador céu estrelado, tudo de bom!

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A sonzeira espantou o frio e a fogueira aqueceu os coraçõesDSCN8785DSCN8769

A Palhaça Carmela veio do Nordeste e sentiu pacas o frio catarinense!

Mas este não foi o meu primeiro troca-troca. Quem me apresentou a novidade foi a Gisele Losso, estrela de um dos primeiros posts do blog sobre a prática do bambolê, lembram? Gisele, mais conhecida como Meg, vive em Los Angeles e todo ano vem visitar a família em Floripa. No verão de 2012, nos reencontramos e ela, além de me converter ao bambolê, promoveu uma feira de trocas com as amigas, que me rendeu dois lindos vestidos!

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Comprar pra que? Enquanto tiver amigas de bom gosto, tô feita!

Meg contou que não gasta um centavo em roupas há anos, pois rola muita roupa boa nas feiras americanas. As peças que sobram são doadas, aumentando a vida útil e ajudando quem precisa. Olha que coisa simples e fantástica! Agora, Meg está passando por um baita aperreio nos EUA, por causa de um problema de saúde, e ficou cinco dias hospitalizada. Longe da família e da terra natal, foram os amigos fieis que fizeram a diferença, se revezando em seu leito e fazendo vaquinha para dar suporte enquanto ela se recupera, até poder voltar as suas atividades normais, como professora de português.

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Quem tem amigos tem tudo! Fique boa logo, garota! Namastê!

Em clima de Copa do Mundo!

Olá galera animada desta pátria multicolorida em convulsão, como estão? Grudadinhos na telona para assistir aos jogos da Copa do Mundo em terras brazucas? A favor ou contra a gastança que rolou para deixar os estádios prontos, ninguém pode negar que é uma festa linda, com cada seleção dando tudo de si, agradando os futebolistamaniacos e a mulherada que tá de cara com tanto homem bonito, sô! Quanta saúde!  hulk Hulk

Vcs já devem ter percebido que eu não sou das mais entendidas em bola, mas toda essa diversidade cultural me inspirou a escrever um post sobre uma coisa que me gusta mucho: pesquisar vlogs de culinária. E o que uma coisa tem a ver com a outra? É que percebi que os canais que mais curto no Youtube são de brasileiros que estão espalhados pelo Globo e querem compartilhar a paixão que tem pela comida, mostrando suas receitas de família e misturando com a influência do país que os está hospedando. Brasil é isso: mix cultural!

JAPÃO

made in japan Cíntia Koga e Ulysses Chalega

O primeiro canal que me apaixonou foi o Made in Japan, da Cíntia e do Ulysses (câmera). Os paulistas estão vivendo no Japão há tempos, e a audiência é de brasileiros descendentes de japoneses que moram no país do sol nascente, e morrem de saudade do tempero brazuca. E de brasileiras como eu, que ficam de queixo caído com o talento dessa menina na cozinha. São receitas simples, doces e salgadas, super didático! Impossível não tentar recriar em casa!

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ITÁLIA

samba cooking Chef Emmanuele e a blogueira Livia

Do país que mais suspiros provoca quando sua seleção entra em campo, tem o “Samba Cooking”, criado pelo chef e cantor italiano Emmanuele Cucchi e a blogueira brasileira Livia Zaruty, que vive por lá. O programa é falado em português e as receitas são de inspiração italiana, (que vai muito além das pizzas, tá moçada?), brasileira e internacional.

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FRANÇA

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dani-noce-bike Dani Noce em terras francesas

A Danielle Noce já é um fenômeno da internet há anos, mas só a descobri agora e virei super fã! Ela começou fazendo o “I could kill for dessert” (eu mataria por uma sobremesa) no Brasil, um programa bem produzido com a ajuda do namorado, em 2011. Depois de duas temporadas, e com vários cursos no currículo, ela perguntou ao chef estrela Alex Atalla onde poderia fazer um curso bem porreta de confeitaria. Adivinha o que ele indicou? Paris, é lógico! E lá foi ela.

Desta fase do vlog, que mudou de nome e virou “Cozinha Bossa & Malagueta”, tem os vídeos mais didáticos sobre os irresistíveis doces franceses, receitas que podem levar dias para ficarem prontas, como a massa folhada. E como a dupla é de uma criatividade que transborda, ainda criaram um canal com receitas do bigode, onde ela ensina seu gato a cozinhar, e ainda um bate-papo com outras blogueiras de rango. Tem também “A Doce Cozinha de Dani Noce”. Tá bom, né Dani?!

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ESTADOS UNIDOS

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Dulce e Francielle reproduzem receitas ianques e francesas

Nos EUA, tem duas gurias que dão um show. A primeira é Dulce Delight, que ganhou notoriedade ao ser uma das participantes do Masterchef. O forte dela são as sobremesas ianques belamente decoradas, que arranjou elogios rasgados do exigente chef inglês Gordon Ramsay. Como ela vive em Nova Iorque, fez os vídeos com áudio original em inglês e ela mesma dubla em português. Já a Francielle Nogueira é uma publicitária que mora em Michigan desde 2012. Seu vlog se chama “Vai comer o que?” e suas receitas são inspiradas nas culinárias francesa, italiana, americana e brazuca.

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VEGAN

A Paula Lumi é brasileira e seu vlog tem o nome sugestivo de “Presunto Vegetariano”. Mas como assim? É que para muita gente que está começando a se sentir desconfortável em comer animais, o primeiro passo para virar vegan é comer alimentos que sejam semelhantes ao que se come normalmente. Uma receita dela que reproduzi, por exemplo, foi o mousse de chocolate apenas com abacate, banana e cacau. Fica bom, gente! Nesta foto, ela está com a criadora do “Receitas de Minuto”, Gisele Souza, pois os vlogs de culinária que fazem parte do Tastemade estão trocando figurinhas e receitas. Muito fofo!

paula lumi receita minuto Paula Lumi visita Gisele Souza

TEM MACHO NA COZINHA!

Eu comecei a investigar estes vlogs pelo Ana Maria Brogui, uma “homenagem” do Caio Novaes a Ana Maria Braga. Ele é um pioneiro de blog e também de vlog de culinária. Numa entrevista, ele contou que fez o canal para deixar registradas as receitas de sua mãe falecida. Mas aí, quando ele postou como fazer danoninho em casa, a audiência explodiu e ele percebeu que havia ali um nicho a ser explorado. E é essa sua característica: reproduzir as receitas industrializadas, que estão na memória afetiva do povo paulistano. Recentemente, ele começou a testar produtos, como eu fazia na época do Diarinho. No teste da coxinha, uma obsessão paulistana, ele chegou a comer aquela famosa de mais de 1kg!

ana maria brogui Caio Novaes e sua doce noivinha

ROLÊ CELIBRITY

Tudo o que o PC Siqueira não queria era virar celebridade, mas não teve jeito. Depois de bombar no Youtube com o canal “Poxavida”, em que reclama de tudo (e muita coisa faz sentido), foi pra MTV, daí ficou famoso de vez. Com a falência da TV, criou com o amigo Otávio Albuquerque, o Rolê Gourmet. O Otávio manda ver nas panelas e o PC fica brindando e provando as iguarias. Eles também recebem convidados chiques, como a atriz Carolina Ferraz, que ficou bem altinha de vinho. hehehe

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PC Siqueira e o amigo Otávio ficando tontos com a Carolina Ferraz!

Inclusão digital já!

Olá, gente bonita desse mundão, como estão passando? Eu tô animadíssima com este outono friozinho, um oásis de prazer depois daquele verão escaldante, não é mesmo? E pra saudar a estação que mais amo, volto com este post sobre a necessidade de inclusão da terceira idade na revolução digital. E por que é tão importante aprender a usar a internet? Porque faz parte da vida, uai!

Quando eu era garota, a escola nos levou para visitar um asilo em Floripa. Lembro como fiquei chocada, na ingenuidade dos meus 11 anos, de saber, dessa forma, de nosso destino depois que envelhecemos. Eu não conseguia interagir com eles porque não tive contato com idosos na infância, já que meus avós morreram muito cedo.

Naquela época, eu não tive a empatia necessária para perceber que eles já tinham sido como eu e estavam lá por causa de uma sociedade excludente, que esconde quem não está nos padrões “normais”: jovem, perfeito, saudável. Com aquele olhar perdido, eles pareciam como um relógio que acabou a pilha, e aquilo me assombrava, pois mexeu com o medo humano mais primitivo: o medo da morte.

Eu não sou contra asilos. Sei que, em muitos casos, eles são necessários, pois muitos idosos não têm uma família que cuide deles como eles merecem. Mas, infelizmente, na maioria das vezes, eles são abandonados, e nem nas datas comemorativas são visitados pelos familiares. Por isso o trabalho de voluntários, como da cantora de fado Célia Pedro é tão importante.

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Asilo Dom Bosco / Itajaí-SC

Depois que ela levou o pai para visitar um amigo no Asilo Dom Bosco de Itajaí, não deixou mais de visitar os velhinhos; os leva para passear e lanchar e ainda criou o “Coral desafinado mais lindo do mundo”, em que empodera os idosos (pra usar uma palavra da moda), para que eles voltem a ser protagonistas de suas histórias.

E o que a internet tem a ver com isso? Descubra através do relato das senhoras, a seguir, contando como foi entrar na era virtual, sem medo de serem felizes!

Apesar de que o uso exagerado da tecnologia pode acabar em vício, não dá pra negar que ela já está incorporada em nossas vidas. Quando as crianças precisam fazer pesquisa, não usam mais a Barsa, mas acessam o Google. Se a gente vai viajar, como sabemos se o clima estará legal no lugar para onde vamos? Nos sites de metereologia. E a passagem, como compramos? Com cartão de crédito nos sites de viagem. E se quisermos ver clipes que bombavam nos anos 80, onde encontramos? No Youtube, onde os canais de culinária ensinam o passo a passo de várias receitas. E por aí vai…

“Dificil é ficar sem ele!”

Ana Maria Sanchez, 71

Uma vez ouvi a Fernanda Abreu, lindíssima aos 50 anos, dizer o segredo de sua vitalidade: acompanhar as transformações sociais, culturais, políticas, ou seja, não parar no tempo. Foi isso que fez a gaúcha Ana Maria Sanchez, 71, que vive em São Paulo. ana maria sanchez (1)

Ana Maria não perde uma roda de samba do filho Rodrigo no boteco da Barra Funda / SP

“Comecei a usar há uns três anos. Eu estava visitando uma prima que insistiu em me mostrar como usar o computador. No início nem gostei, mas depois fiquei com aquela ideia de comprar um. Eu achava que não conseguiria aprender e pedi ajuda profissional, anotei todos os passos e, aos poucos, fui pegando confiança. Comecei a ter necessidade de ter um em casa por causa das minhas netas que sentiam falta do computador quando me visitavam.

O site que mais acesso é o Facebook, pois lá encontro meus familiares e amigos, fico sabendo das novidades e vejo as fotos de todos. Reencontrei primos há muito tempo distantes e é uma experiência maravilhosa! Faço compras também, mando e-mails e pesquiso muito no Google endereços e preços de produtos. Ainda prefiro comprar ao vivo, mas não saio sem saber onde está a melhor oferta!

O computador é, acima de tudo, uma companhia, pois sou viúva e moro sozinha. No início fiquei assustada, não entendia as palavras, tinha medo de fazer bobagem, mas fui me familiarizando. Além da ajuda profissional, conto com a ajuda de todos, inclusive das netas pequenas. O mais difícil foi o começo. Agora, o mais complicado é ficar sem o computador!” Imagem

Três gerações: Ana Maria, Graziela e Geórgia unidas pelo amor à vida e à arte

“Hoje eu rezo terço pelo Youtube!”

Luli Ribeiro, 66

Dona Luli é a pessoa mais popular da academia onde eu fazia pilates em Sampa. Ela puxava papo com todo mundo e com seu jeito doce, fazia elogios ao instrutor Danilo, à academia, aos colegas, nunca vi Luli falar mal de alguém. Certo dia, fazendo propaganda do blog, ela comentou: “Ah, é na internet? Eu uso muito. Hoje, eu só rezo o terço pelo Youtube!” Achei aquilo tão fantástico que fui até sua casa para conhecer sua história.

Luli contou que teve um filho especial, Renato, que nasceu com paralisia cerebral e morreu aos 42 anos, em 2010. Como a condição do filho era muito severa, o médico a aconselhou a interná-lo numa clínica em Betim (MG). Ele tinha 10 anos, mas Luli relutou e só aos 17 anos, Renato foi morar na clínica. A partir daí, todo mês, Luli ia a Betim e ficava uma semana com o filho. Até que Renato teve complicações e ficou em coma por nove dias até falecer. Luli já estava separada do pai de Renato, que morreu no mesmo ano. E como as duas filhas já estavam casadas, ela se viu só. Logo ela que nasceu numa família com 22 filhos! Imagem

Luli e seus santos de devoção

A mudança em sua vida começou quando veio para os Jardins, onde a vida é mais movimentada. Tanto que, um dia, ao atravessar uma das quadras em direção ao supermercado, foi atropelada por uma moto! Ela teve o tendão decepado e a cirurgia de colocação de pinos levou mais de 8h. Luli ficou dois meses de cama e quatro meses fazendo fisioterapia. Quando voltou a caminhar, viu a placa da academia e experimentou se matricular. Foi o começo de um namoro com o pilates que já tem três anos. “Ela mal conseguia caminhar quando chegou. Dá uma satisfação enorme ver o progresso e a autonomia que ela conquistou!”, se desmancha Danilo.

Mas não era só a musculatura das pernas que Luli precisava reforçar. Ela também tem uma pequena deficiência neurológica chamada distonia. Sabe que exercício o médico recomendou? Videogame! “Você nem sabe como faz bem jogar aquele game da fazendinha, do castelo do rei, ajuda meu cérebro, minha concentração, é uma beleza!”, diz entusiasmada. Imagem

Luli ficou encantada ao encontrar a Oração a São Francisco no Youtube

Mas encarar o computador foi um desafio. “Meu genro trouxe um computador que eles não usavam mais. Aquilo ficou no escritório meses e eu sem coragem de chegar perto. Até que chamei um técnico para me ensinar a usar. Ele ainda vem aqui a cada 15 dias me dar aula. Quando eu digitei ‘oração de São Francisco’ no Youtube e ela veio não só escrita, mas também cantada, quase cai pra trás! Era muita alegria!”, relembra.

Por ser muito católica, Luli não perde a Rede Vida ou Canção Nova, mas não é por isso que vai ficar em casa. Ela já freqüentou grupo de dança de salão, sai pra tomar chá com as amigas, faz suas comprinhas, além das aulas de pilates, é lógico. Tudo porque agora ela sabe que dá pra resgatar seu programa preferido na internet. “Por isso que eu acesso o Youtube pra rezar o terço, pois às 18h eu ainda estou na rua”, explica.

“Eu gosto é de curtir!”

Maria Ruth Costa Rosa, 74

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Dona Ruth aprecia a homenagem que a filha fez ao marido, que completaria 79 anos no Dia de São Jorge

Animada com os relatos dessas senhoras admiráveis, sugeri aos meus irmãos que nossa mãe também aderisse à revolução tecnológica e saísse do isolamento que sua condição física provocou. Ela tem dificuldade de caminhar por causa de artrose e reumatismo que atinge o joelho e a coluna. E assim foi feito: graças ao tablet, Dona Ruth, 74 anos, passou a saber o que acontece na vida dos filhos, netos, além de resgatar o contato com parentes que moram na Penha, Rio de Janeiro e em Santos. “Eu gosto mesmo é de curtir quando vejo fotos dos aniversários, casamentos, viagens e também dos padres que eu vejo na TV”, se anima. Sem falar no joguinho do Pou, que vira e mexe pede que lhe dê banho e comida. “É um porcalhão, vive sujo!”, dá risada.

E não poderia terminar este post sem esta lembrança da querida Yoko, que do alto de seus 76 anos, e ainda cuidando da mãe de 90 e tantos, não perde um evento cultural de Sampa. Eu a encontrei numa fila no Itaú Cultural para a assistir a peça sobre a vida de Zezé Macedo. Quando saí, ela insistiu: “Depois que vc cuidar de sua mãe e voltar pra cá, vamos sair!” Coisa linda!

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Dona Yoko fazendo novas amizades na fila do Itaú Cultural em Sampa

E uma dica muito legal para as iniciantes em tecnologia: vejam o canal no Youtube da Dona Margarida, uma portuguesa muito prafrentex, que ensina de um tudo, como tirar uma selfie perfeita. Simplesmente, sensacional!

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O Canal da portuguesa Margarida no Youtube tem milhares de seguidores!

Gisele, ma belle…

Olá minha gente desse mundão véio! Tudo bem com vcs? Desculpe a ausência da Fausta durante o verão escaldante, é que estou dando um tapa no visual de minha casa e isso toma um tempo doido! Para comemorar o início da estação que mais gosto, o outono, trago mais uma história de superação emocionante e inspiradora: a bela Gisele Pinheiro, 39 anos de formosura, garra e vontade de viver!

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Gisele é manézinha da ilha da gema e esta em Itajaí há uma década, depois que passou num concurso da prefeitura. Ela é assistente social e sua maior alegria na vida sempre foi ajudar os outros. Outra paixão são os ritmos africanos. Desde Floripa, ela fez cursos de dança afro, onde conheceu o futuro pai de sua filha, hoje com 6 anos. “A UFSC recebia muitos estudantes de fora, da Bahia e mesmo da África, que nos ensinaram o afoxé, o maracatu, o tambor de criola, o coco, a cultura africana é riquíssima”, se entusiasma.

E em Itajaí, Gisele mandava ver no grupo de Maracatu, ritmo que encontrou na cidade litorânea do sul do Brasil, um berço fértil de talentos, ávidos por se conectar a Mãe África, apesar das origens germânicas ou italianas. O grupo Encantos do Sul contagia por onde passa e virou patrimônio artístico local, presente na maioria dos eventos oficiais.  ImagemImagem

Tudo seguia seu ritmo quando, em 2010, Gisele começou a se sentir estranha. Desde adolescente ela já sofria de doenças ginecológicas que não saravam, tratamentos que não resolviam e exames que não apontavam nada. Mas, aos 36 anos, os problemas pioraram e ela passou a ter hemorragias diárias. Gisele conta que passou por cinco ginecologistas e ninguém conseguia descobrir o que ela tinha. A cólica estava tão lancinante que a assistente social chegou ao extremo de pedir ao médico: “Abre e vê o que há de errado, eu não agüento mais!”

E assim foi feito. E o resultado não podia ser mais assustador: era câncer e já havia se espalhado pelo colo do útero, em forma de Y, e não havia sequer a alternativa de cirurgia! Gisele pirou, afinal, ela tinha uma filha de 3 anos pra criar! “Aí eu fui atrás de tudo quanto é curandeiro”, revela. “Tinha uma mulher de Joinville que me passou uma garrafada a base de ácido. Também fiz muito reiki e a terapia do pêndulo, mas nunca abandonei o tratamento convencional, ou seja, também fiz quimio e radio, mas como demorou pro convênio aprovar, foi depois das terapias alternativas”, relata.  Imagem

Gisele também é admiradora do trabalho do David Servan-Schreiber, meu muso e autor do livro “Anticâncer”, onde ele revela tudo o que fazemos em nosso estilo de vida ocidental que nos leva a ficar doentes. “Depois que eu li o livro do David, abandonei o açúcar, tudo que não era orgânico, carne com hormônio…meu pai ia em Camboriú buscar alimentos livres de veneno, galinha caipira, ovos, recebi muito apoio da família, graças a Deus!”, conta. Depois de alguns meses, nem os médicos acreditaram: o câncer havia regredido em 90%! “Ficou do tamanho de uma moeda!”, comemorou. Imagem

Gisele me lembrou do personagem formidável do filme “Clube de Compras Dallas”, Ron Woodroof, vivido por Matthew McConaughey (merecidíssimo vencedor do Oscar, junto com Jared Leto), que não se conformou com o diagnóstico de AIDS e que teria 30 dias de vida. No começo dos anos 80, não tinha um tratamento eficaz pra doença e havia muita desinformação, associando o vírus apenas a homossexuais. Uma frase no filme, pra mim, resume tudo: “Ele ousou viver…” e viveu mais 7 anos, contra todos os prognósticos pessimistas.  ImagemO psiquiatra David também passou por isso, apesar de duas recidivas de um câncer cerebral, viveu mais 20 anos, ajustando sua vida, minimizando os riscos, vivendo com mais consciência e consequência. Existem doenças, gente, que não vão embora de vez, mas nem por isso transformam as pessoas em mortos-vivos. A vida é o bem mais precioso que existe, não a desperdice com bobagens…

E quando a gente sobrevive, viver fica ainda mais legal, como disse, certa vez, a Drica Moraes, que teve leucemia. Nessa nova fase, Gisele resolveu que estava na hora de ir atrás de seu sonho: ser terapeuta naturalista, afinal, ela mesma já se beneficiou da força da natureza agindo em seu corpo. Em seu trabalho na prefa, ela já tinha participado de um grupo que inseriu homeopatia, fisioterapia e acupuntura, do-in, tai-chi no serviço público municipal, nos idos de 2006. E para melhorar sua formação, tratou de fazer cursos em Floripa, no instituto Harmonie. Hoje ela tem uma clínica em casa onde faz tratamento de pele com argila, massagem com bambu e aromaterapia, que trata males do corpo e da mente.  ImagemImagemImagemImagem

Parabéns, Gisele! Vc está aproveitando a segunda chance que a vida lhe deu lindamente!

E por falar em férias…

blogdafausta:

People, este post eu resolvi reciclar pq pouca gente viu…neste calor senegalês do verão 2014, nada mais atual…semana q vem volto com post inédito, até lá, bejião

Postado originalmente em blogdafausta:

No Brasil, janeiro é sinônimo de férias pra molecada e seus mestres, por isso, muita gente tá merecidamente offline, se refestelando ao sol em alguma das centenas de praias deste país continental pra arejar a mente e pegar no tranco só depois do Carnaval. Só que tanto descompromisso pode botar a perder a longevidade de nosso órgão mais extenso: a pele. Ainda mais nesse verão, em que as temperaturas estão absurdamente altas e a incidência de raios UV ainda maior. Veja só como o sol estava escaldante às 17h na Praia do Santinho, em Floripa:

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Um dia, eu e minha cumadre estávamos lembrando de nossos tempos de cocota, nos anos 80, quando a formosura de uma moça era medida pela marca do biquíni. Para conseguir o tal efeito ‘peru assado’, a gente se lambuzava de bronzeador sem qualquer fator de proteção e tinha quem fizesse uma mistureba de coca-cola e…

Ver original 881 mais palavras

Unidos venceremos!

Olá gente boa deste hemisfério sul ensolarado, tudo certinho? Esta semana trago para vocês mais um exemplo admirável de quem teve a coragem de parar para pensar e avaliar se seus hábitos não tinham virado ‘fogo amigo’. Ou seja, se aquelas coisas que tanto prezamos e nos dá tanto prazer, não teriam um lado B indesejável, contribuindo pra saúde ficar precária e a briga com o espelho não ter trégua.

Vou contar, hoje, pra vocês, a linda história de meus queridos sobrinhos Elisa e Rafael. Elisa tem 25 anos e puxou a nossa família, que tem tendência a engordar. Ela se casou com Rafael em abril de 2012, e para entrar no vestido, como fazem todas as noivas, encarou um regime daqueles e ficou com os desejados 50 kg. Rafa também tentou emagrecer, já que bateu nos 99 kg, e para isso, entrou na dieta da proteína (que alguns chamam do carboidrato), em que você pode comer tudo, menos carboidrato (que tem até nas frutas).

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Com as priminhas e priminhos, damas de honra e pajens

Mas sabe como é vida de casal, né? Ainda mais que o engenheiro Rafa adora pilotar panelas (ele também faz cerveja artesanal, mas isso deixa pra outro post). Foram tantos almocinhos e jantarzinhos especiais que pimba! Um ano depois voltaram ao peso de antes do regime.

Até que um dia Elisa quis dar um basta no efeito sanfona. Mas, principalmente por causa do histórico de câncer na família, sendo eu uma dos que apresentou a doença muito jovem. “Sou de uma geração que foi criada com muito alimento industrializado, que tem muito aditivo sintético, muito sódio, então, minha primeira preocupação foi com a saúde mesmo, fazer da alimentação uma forma de prevenção”, justifica.

Então, depois que uma amiga contou que tinha intolerância a lactose e lhe disse que tinha os mesmos sintomas que ela (se sentia estufada depois das refeições), Elisa começou a cortar os latcínios da dieta e como se sentiu melhor, procurou uma nutricionista para comprovar suas suspeitas. “Ela pediu o exame de intolerância e de sangue pra ver quais minerais e vitaminas estavam em falta no nosso corpo para fazer uma dieta bem direcionada às nossas necessidades. Depois de uns três meses, quando repetimos os exames de sangue, a diferença no colesterol, glicemia e triglicerideos foi absurda!”, revela. Sem falar no espelho. Elisa perdeu oito quilos e Rafa, 12!  

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Réveillon de 2012 e 2013

Entusiasmados, a dupla foi atrás de receitas para saber o que poderiam cozinhar, pois, à primeira vista, parece que é impossível viver sem leite, queijo, iogurte, creme de leite, leite condensado. Elisa, inclusive, fez um curso de como cozinhar sem lactose na faculdade de Gastronomia da Univali, em Balneário Camboriú. Ela também recomenda o blog da chef Lidiane Barbosa sobre comida funcional e da Flavia Machioni, de Curitiba – o Lactose, não! 

E além da dieta passada pela nutricionista, Elisa passou a fazer a biomassa de banana verde, que pode ser adicionada a qualquer preparação culinária, não tem gosto de banana, e tem os seguintes benefícios: aumenta a absorção de nutrientes pelo intestino e aumenta a sensação de saciedade, ou seja, diminui a fome.

A biomassa de banana verde tem uma substância chamada ‘amido resistente’ que nosso corpo não consegue digerir. Essa substância vai direto para o intestino, alimenta as bactérias boas e acelera o trânsito intestinal. Ela tem o poder de deixar mais cremosa qualquer preparação – desde sopas, ensopados, feijão, legumes refogados até mesmo sucos. Nos doces, substitui o creme de leite e leite condensado em pudins, ganaches, recheios de bolo. Dá pra fazer até brigadeiro de biomassa, sem gosto de banana algum e sem engordar. Não é o máximo?

Botando a mão na (bio) massa

Como tenho bananeira aqui em casa, Elisa veio me ensinar a preparar a biomassa, que dura cinco dias na geladeira, e depois, ela ensina a congelar naquela forminha de gelo. Fica parecendo um cubinho de caldo pronto pro uso! (Aliás, em breve farei caldo de carne, legumes e frango caseiro para não precisar mais desses preparados cheios de sódio. Aguardem!)

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Primeiro, Rafa corta as bananas de modo a não escapar seu conteúdo dentro da panela. A banana não pode estar separada da penca. Depois, Elisa higieniza as bananas que devem estar bem verdes. Melhor da feira do que do supermercado, onde o processo de transporte e estocagem já alteram sua composição. “Alguns dizem que não precisa lavar com detergente, ainda mais que essa banana é orgânica, mas aprendi assim”, justifica. ImagemImagem

Meu trabalho foi colocar meia panela de pressão com água filtrada pra ferver. Levantou fervura, coloca as bananas. Cuidado pra não encher demais.

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Daí conta-se de oito a 10 minutos a partir do momento que a panela começa a apitar. Desligou o fogo, não pode acelerar o processo de resfriamento da panela de pressão, é preciso deixar sair o vapor naturalmente. Enquanto a panela resfriava (demorou uns 15 minutos), Elisa e Rafa foram me contando como suas vidas mudaram depois da reeducação alimentar.

Tia, eu era daquelas que quando ia a um churrasco, ia direto pra maionese e farofa, pra carne nem ligava. Verdura e legume pra mim não existiam. E parecia um saco sem fundo. Depois me sentia mal, parecia que tudo aquilo ia voltar”, relata. As sobremesas eram outro ponto fraco da arquiteta que hoje malha religiosamente cinco vezes por semana com seu amado, bem cedinho, antes de trampar. “A tendência é ficar sedentário mesmo, ainda mais que trabalho muito no computador, então foi preciso arranjar um tempo pra cuidar da gente e os resultados não demoraram a aparecer”, relata.

Depois que o vapor foi simbora, abrimos com cuidado a panela e colocamos as bananas descascadas e ainda quentes no liquidificador com um pouco de água para bater com mais facilidade. ImagemImagemImagem

Olha aí como fica: um purê bem lisinho. Daí é só colocar nas forminhas, esperar esfriar, e colocar no congelador. Dura três meses. ImagemImagem

Rafa, como bom gourmet, gosta de tudo que é bom, e sendo bom piloto de fogão, reproduz com maestria as receitas mais elaboradas. Sem falar no fraco pela cerveja. Calma, gente! Ele não entrou em depressão profunda, não! Nem abandonou a ‘cozinhaterapia’, só que agora os ingredientes são outros. “Fizemos um jantar de Natal para os amigos e a sobremesa foi um cheesecake com ganache de chocolate meio amargo e a massa de castanhas, avelãs e nozes moídas. A sogra não curtiu muito… (risos), mas, sinceramente, nosso paladar foi se adaptando e hoje não vejo tanta graça em camarão à milanesa, por exemplo. É muita gordura…existem melhores formas de se preparar camarão”, acredita. Imagem

Na ceia funcional teve ainda chester, lombo com batatas doce coradas (tem menor índice de açúcar que a inglesa), farofa de sementes, salpicão de biomassa e risoto de arroz integral cateto com tomate seco. Quem disse que comida funcional não tem graça, hã?

E agora, com vocês, uma receitinha que eu sei que vocês adoram. E já foi testada e aprovada. Enjoy!

Cheesecake com ganache de chocolate

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Massa

1 xícara de castanhas (amêndoas, castanha do pará, avelãs)

1/3 xícara de nozes

1 colher de sopa de coco ralado

2 colheres de chá de óleo de coco

7 a 8 ameixas secas (Elisa trocou por tâmaras)

1 colher de sopa de açúcar mascavo

Modo de fazer: Primeiro pré-aqueça seu forno em fogo médio. Leve todos os ingredientes em um processador e processe até virar uma farofa. Espalhe ela em uma forma média.

Recheio

250g de tofu

suco de 1/2 limão

3 colheres de sopa de mel

1 colher de chá de essência de baunilha

Modo de fazer: Em um liquidificador bata o tofu, o açúcar e a baunilha até se misturarem. Então adicione o limão e bata novamente. Despeje seu recheio na base da torta e leve ao forno por 20 minutos à 210ºC e depois abaixe para 180 graus e deixe mais 15-20 minutos.Espere esfriar um pouco e então leve a geladeira com um papel filme por pelo menos seis horas.

Cobertura

200g de chocolate meio amargo

100 ml de leite de coco

2 colheres de sopa de biomassa de banana verde

1 colher de sopa de mel 

Modo de fazer: Derreta o chocolate em banho-maria ou no micro-ondas. Quando estiver derretido, tire a vasilha do banho-maria e adicione o leite de coco. Misture bem.Leve ao liquidificador essa mistura e a biomassa e bata até que tudo se incorpore. Armazene ela em geladeira em um pote de vidro fechado por até uma semana.

Receita do blog ‘Lactose, não!’

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Eu e Elisa quando a levei pra brincar no Parque Beto Carrero, nos idos de 1996…agora ela tem a minha idade